Bem vindo ao blog Entre Mares

Este blog é direccionado a todos os apaixonados pelas actividades subaquáticas dando especial destaque à caça submarina.

Tentamos dar a conhecer algumas espécies características das ilhas e os seus hábitos apelando a uma caça selectiva de todos os troféus que tornam as nossas ilhas tão especiais.

Focamos ainda uma caça muito particular que é a caça no azul que prima pela captura de grandes troféus sendo o exemplo máximo da caça selectiva. Neste contexto disponibilizamos informação sobre algumas espécies do azul, novidades de material, e capturas mais recentes da comunidade.

Estamos ao dispor para qualquer dúvida ou curiosidade.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

De volta ao Sul


Finalmente acabaram os exames!!!
Com o objectivo de passar a tudo com boas notas cumprido era tempo de fugir do ambiente citadino lisboeta e tirar uns dias de pesca pelo sul e aproveitar alguma tranquilidade tão tipica desta região.
Desta vez juntei-me a um grande amigo, o Ruben Sousa.
Graças ao Francisco Lisboa, que nos disponibilizou a sua casa, pudemos levar o barco conosco.
Fomos amavelmente recebidos pelo Franscisco, já em Faro, que nos deu as ultimas dicas antes de apanhar o avião para o Porto. A casa, a cerca de 200m da ria, era um luxo. Da varanda podiamos ver a ria e o mar bem como algumas das marcas do grande temporal que cessara há cerca de duas semanas ( como ilustra a foto da palmeira "invertida" )

Os dias de caça foram marcados por condições muito difceis. As grandes chuvadas que nos precederam sujaram as águas de toda a costa entre Albufeira e Tavira. A caçar entre os 15 e os 25metros de profundidade as visibilidades variavam entre os 3m e a escuridão total - em algumas zonas a visibilidade não ultrapassava os 30cm - sendo que a média andava nos 2m.
Com muita persistência lá apanhamos uns robalitos e uns sargos.
Aqui ficam as fotos de algumas capturas. Andamos sempre a caçar a meio do dia devido a inumeros atrasos e esquecimentos que nos acompanharam em toda a estadia pelo que não houve muito tempo para boas fotos.



Um robalo com 3kg e um sargo de 1,5kg apanhados ao agachon





Polvo de 8kg que entrou ao agachon - grande cagasso!








Aproveito também para deixar um grande agradecimento ao Nuno Sousa que nos deu algumas dicas essenciais e nos proporcionou um belo dia de pesca nos seus "cantinhos". Conhecemos também o João Jesus, grande mestre das corvinas.
Uma viajem marcada por algumas peripécias como andar com 30 cm de água à noite em cima de viveiros de ameiojoas com canas espetadas fora de água ou esquecimentos matinais consecutivos mas onde reinou sempre a boa disposição.

Esperemos que gostem, David Ochoa e José Silva.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Choque Cultural


É verdade, a globalização ainda não tomou conta do mundo. Este cartaz, em Bali, na Indonésia, é um bom exemplo disso.

Esta imagem foi cedida pelo Francisco Lisboa que tirou a fotografia na sua mais recente trip à Indonésia, mais imagens virão desta fantastica viajem.
Obrigado por partilhares conosco, Francisco.

Bom Natal, David Ochoa e José Silva

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Corvinas do Sul

Como o mês está quase a acabar resolvi pedir algumas recoradações deste ano para motivar o pessoal a entrar com o pé direito neste 2010.É verdade, até no Continente a captura de grandes exemplares pode ser uma prioridade. E que o diga o Nelson!Aqui ficam algumas fotos gentilmente cedidas pelo Nelson, grande amigo meu, pelo qual tenho uma enorme estima e admiração.Estas fotos são de alguns dos seus troféus deste ano que variam entre os 30 e os 50kg por exemplar. Um grande exemplo da caça selectiva em Portugal Continental.







Obrigadissimo por tudo Nelson. Que continuem as grandes capturas e que este 2010 venha repleto de boas supresas para ti e para todos os amantes deste desporto fantástico.
Boas festas a todos, David Ochoa e José Silva.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Relato de uma captura

Agosto de 2009, Açores.

Às 7h já estávamos em mar aberto em direcção ao banco que iria dar início à nossa jornada. A leve ondulação embalava vários bandos de cagarros que se baloiçavam imperturbáveis no imenso azul, apenas os peixes voadores nos lembravam que a nossa presença não passava completamente despercebida neste nascer de dia mágico.
Chegados ao nosso destino não era possível disfarçar o nervoso miudinho da consciência de um dia de condições raras para estar no mar.
À medida que me preparava para entrar na água, com uma calma aparente, não podia parar de imaginar o tão cobiçado troféu a por à prova todo o material. Entrei com o nosso amigo basco, Eneko, enquanto o meu pai ficava no barco a timonar. A visibilidade rondava os 25 metros e não havia corrente. O cardume de peixes porcos mantinha a habitual presença a par de algumas bicudas e encharéus mas nada do que procurávamos. Após alguns mergulhos decidimos encostar a terra para podermos caçar os três e fazer algumas filmagens. Eu entrei na água apenas com a camera de filmar e rapidamente me vi envolto num cardume de lírios e encharéus que estavam a resultar em alguns momentos bonitos. Descaí mais um pouco para terra e encontrei um buraco com um mero bastante manso e fotogénico que me cativou durante uns minutos. Ao voltar de um mergulho oiço o meu pai a gritar e percebi logo do que se tratava. Nadei com todas as minhas forças em direcção ao peixe que ele tinha arpoado na esperança de filmar a captura seguido mais alguns metros atrás pelo Eneko que acabou por ficar com o meu pai junto à bóia. Passados alguns minutos de remada intensa consigo deslumbrar um bonito wahoo que se debatia a cerca de 10 metros de profundidade ora ganhando alguns metros em relação a mim ora sendo recuperado pela acção do bungie. Quando consegui ver o peixe com alguma nitidez pude reparar no tiro que estava perfeitamente seguro na espinha a um terço da caudal do peixe e não me preocupei muito em voltar para um segundo tiro pelo que comecei a filmar. Ao segundo mergulho que faço para filmar o wahoo vejo o arpão a sair do peixe! O wahoo, já cansado, começa a nadar a meia água e eu apenas com a camera na mão a gritar por uma arma. O Eneko esforçou-se por me alcançar mas não conseguia chegar perto de mim, que estava a nadar atrás do peixe. Percebi que a única hipótese de ter a arma seria voltar para trás apesar de isso implicar perder o peixe de vista. Tentei fixar mais ou menos a trajectória do peixe e voltei para trás rapidamente até ter a arma na mão para depois arrancar a toda a velocidade em direcção ao peixe que acabei por encontrar momentos depois. Apesar de cansado não parava de nadar a cerca de 15m de profundidade. Eu preparei com grande esforço o mergulho e caí por cima do peixe na esperança de conseguir um tiro na vertical mas, quando sentiu a minha presença, distanciou-se uns metros e fiquei apenas com a caudal a alcance de tiro, já no final da apneia, arrisquei um tiro comprido quando o peixe se virou para me ver. Um bom tiro atrás da cabeça. O wahoo arrancou novamente, em pouco tempo tinha o carreto no fim e era arrastado à superfície até que o meu pai chegou com a arma dele carregada, completamente estafado, e passou-ma para a mão supondo que fosse eu a dar o segundo tiro. Após toda esta “correria” estava completamente estafado. Um mergulho a 20 metros pareceu uma eternidade, finalmente, com o peixe a alcance de tiro, disparei mesmo por trás do olho e matei o wahoo. Pesou 25kg sendo que tinha o estômago completamente vazio. Ainda houve tempo para mais um mergulho noutra baixa onde apanhamos um badejo com 8kg e um encharéu com 10kg. Voltamos para terra com uma grande satisfação que só acabou depois de uma grande jantarada de sushi e
ceviche..


Este texto foi cedido à e-blue, disponivel em http://www.e-blue.com/. Onde estarão ao dispor alguns artigos interessante juntamente com o seguimento deste texto, que se encontra inserido no artigo "wahoo o príncepe do azul" .

Obrigado Aris pela gentileza e parabéns pelo trabalho que tens desenvolvido.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uns dias pelo Sul

Com um mar completamente impraticavel por Cascais resolvi ir passar uns dias pelo sul de Portugal.

Aqui ficam algumas das fotos destes dias:




O primeiro Robalo do dia com 3kgs.



Dois Robalos apanhados já ao final da tarde



Um robalo e um sargo de bico apanhados ao agachon


O "Rebale" e a barbatana..





E para acabar aqui ficam duas fotos dos fantásticos pores-de-sol que marcam esta zona.



Os peixes que aparecem nas fotos foram todos apanhados ao agachon em zonas de correntes fortissimas, com visibilidades a variar entre os 2 e os 10metros. O fundo variava entre zonas muito acidentadas e pedra rolada entre os 15 e os 25 metros de profundidade, onde tanto se passavam duas horas sem ver um peixe, como, de repente, entrava uma parede de robalos e sargos. Deu ainda para ver uma corvina grande, com cerca de 25kg, e umas mais pequenas, até 15kg, às quais não disparei à espera que entrasse uma maior, que acabou por nunca aparecer..
Nestes dias deu para aproveitar algum merecido descanço dos estudos, comer peixe fresquinho e marisco.
Desde caçar a ficar maravilhado pelo nascer do dia, ou simplesmente comer uma bela santola à sombra do eucalipto, estes dias foram uma dádiva, nesta altura de injecção de matéria para os exames..


Espero voltar rápidamente!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obrigado Rodrigo





Rodrigo na primeira jornada, em Sines, com o robalo que lhe valeu o prémio de maior troféu.




Um robalo com mais de 5kg apanhado num final de dia invernal mágico lembra-nos que são os grandes troféus que, na maioria das vezes, ocupam os nossos sonhos como caçadores.




Aqui ficam duas belas fotos do Rodrigo Salvador que resolveu apoiar este blog. Temos mais um apaixonado pela caça submarina a defender a caça selectiva.
Para quem não se recorda, Rodrigo Salvador ficou em 9º lugar no ranking geral do torneio nacional de primeiras categorias este ano e arrecadou o prémio do maior troféu com um grande robalo.
Fazendo parte da nova geração é já uma referencia na caça continental e certamente virá a partilhar momentos interessantes que serão expostos no blog.



Obrigado pelo teu apoio Rodrigo.

José Silva & David Ochoa

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caçada virtual

video


Aqui fica uma pequena colectânia de imagens de algumas espécies das fantásticas ilhas Açorianas. Todos os peixes que aparecem no clip poderiam ter sido apanhados mas a caça submarina não vive só da captura de presas. Através da partilha destas imagens tencionamos promover uma caça selectiva.

Esperemos que gostem.

José Silva e David Ochoa

domingo, 29 de novembro de 2009

Some shots from the blue

Uma "bola" de Chicharros ( Trachurus trachurus ) agrupa-se, a cerca de 10metros de profundidade, entre o olhar atento dos cagarros e a voracidade do grande cardume de Bonitos que se aproxima...



Finalmente o frenesim tem início...



Várias dezenas de Bonitos ( Katsuwonus pelamis ) começam a caçada obrigando os Chicharros a subir sendo completamente encurralados entre o grande cardume de predadores e o bando de cagarros que chega a mergulhar a 15m de profundidade para ter direito à sua refeição.




No meio do festim predatório aparece um pequeno cardume de Antognia capros, uma espécie caracteristica das ilhas dos Açores




O cardume começa a ser separado em partes mais pequenas e começam-se a juntar mais predadores...







Rabilos ( Thunnus thinnus ) com mais de 200kg juntam-se ao frenesim que se torna num expetaculo impressionante..



Antes de o cardume de Chicharros ser completamente dizimado, um Rorqual boreál ( Balaenoptera physalus ) chega a tempo de proclamar a sua refeição até que o imenso azul volte á calmaria de um dia de condições raras para fotografar a mais de 20 milhas da costa...


Pois é pessoal, eles andam aí! Apenas através de muita recolha de informação, paciencia e preparação de material adequado se chega a este nível de caça, pesca ou apenas fotografia subaquática em mergulho livre, como foi o caso destas grandes fotos.

Um sincero agradecimento ao Carlos Mendes, instrutor de mergulho e guia turístico do Hotel Ocidental, por nos ter disponibilizado estas fantásticas fotos conseguidas apenas por alguém muito experiente e conhecedor das águas Açorianas.

David Ochoa e José Silva

domingo, 22 de novembro de 2009

A Jornada de caça começou pelas 9:00horas, ao sair de casa mais o meu pai, afim de acalmar a “fome de mar”. O tempo fazia-se cinzento, ventoso e com alguma vaga de mar.
Tomei rumo em direcção ao leste da ilha, à procura de uma baia abrigada. Após ter chegado ao spot, lá me equipei e entrei na água.
A temperatura da água era de 17 graus e uma visibilidade na casa dos 10m, as condições não eram as melhores.
Após aproximadamente uma hora de caça já tinha visto muitos buracos vazios mas continuava sem nenhum peixe no enfião, até dei de caras com um buraco enorme, a 13 metros de profundidade. Preparei o mergulho a fim de me dirigir ao buraco.
O buraco, na verdade, era mais comprido do que aquilo que aparentava ser. Tinhas alguns poços de areia e uns túneis, onde mais tarde vi a sombra de uma cabeça, que me pareceu um safiozinho. Insisti no agachon dentro do buraco até que saiu do túnel uma grande abrótea, depois de a ter na posição perfeita para efectuar o tiro, disparei, deixando-a imobilizada.
Depois de ter capturado a abrótea, ainda andei em mais uns bons buracos mas não encontrei mais nenhum peixe que me chamasse a atenção.
A abrótea pesou 4quilos e foi o meu recorde pessoal da espécie.

Abraço e boas caçadas a todos ;)

"Zée"