Bem vindo ao blog Entre Mares

Este blog é direccionado a todos os apaixonados pelas actividades subaquáticas dando especial destaque à caça submarina.

Tentamos dar a conhecer algumas espécies características das ilhas e os seus hábitos apelando a uma caça selectiva de todos os troféus que tornam as nossas ilhas tão especiais.

Focamos ainda uma caça muito particular que é a caça no azul que prima pela captura de grandes troféus sendo o exemplo máximo da caça selectiva. Neste contexto disponibilizamos informação sobre algumas espécies do azul, novidades de material, e capturas mais recentes da comunidade.

Estamos ao dispor para qualquer dúvida ou curiosidade.

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terça-feira, 23 de março de 2010

A Razão para se ir pesca... Por Rodrigo Salvador



Terminado as épocas de exames, necessitava de escoar o óleo de fritura da massa cefálica e rumo a casa, na esperança de dar uns mergulhos com os amigos, capturar um marisco e uns peixes para o petisco.. estamos no final de Fevereiro e pelo que falei com a malta do mar, os robalos aproveitaram o mar mau para desovar, estão magros e a maior parte já fez rumo para águas mais profundas.
Num sábado nublado e frio com chuviscos á mistura, liga-me o maluco do Jodi cerca do meio-dia, “pute, bora aí dar um mergulho rápido agora para apanharmos uns peixes e um marisco para a bezana” respondo-lhe eu “convenceste-te só pela palavra bezana. hehe” ás 14h encontramo nos na rampa do parchal a vestir os fatos e a constatar que a água nesse dia está uma valente bosta , uma paragem rápida na margem do rio Arade do lado de Portimão, para abastecer e embarcarmos o nosso amigo bruno, mais conhecido entre os amigos por “Xico da burra” só pela presença dele já sei que isto vai prometer. Já fora da barra decidimos ir cair nos muros lá para os lados de armação, pois a água por fora deve ser melhor. Lá chegados, bóia à água, o Jodi desce e constata que a água por incrível que parece e pelo pouco espanto dos presentes, é uma valente cagada, 1 m de visibilidade á superfície e mais uns dois ou três no fundo.. “isto tá mem bom maline” começa , “mem bom para se ficar em casa!” termina ele.

lá decido entrar com muito custo, mas a táctica é simples, correr o muro á procura de umas santolas ou mais conhecido por King Crab português e pelo meio capturar um peixito ou outro, antes de mergulhar ele ainda me comenta, “velá que aqui é uma zona quente de pargos dourados, pode ser que andem aí” pode ser que sim, mas com estas condições duvido que apareçam.. jogo-me por ali abaixo e chego aos 17m a cuspir os bofes para fora, não vejo movimento nenhum e perco imediatamente a vontade de ali ficar.. vou continuando nestas incursões até que capturo as primeiras duas santolas, mais uns mergulhos e na descida, passa-me um Sargo-veado jeitoso por baixo a abrir, dou-lhe um desconto á frente, o arpão apanha-o de cima, um tiro espectacular, recolho o peixe e subo para o barco, digo que a minha pesca já está feita, deve pesar perto dos 3kg’s. recolhemos o Jodi, este tem uma tripla de sargos e um robalote mais duas santolas(uma delas é um valente monstro). Uma breve troca de impressões e decidimos encostar para ver se os robalos lá andam ainda.. corremos as zonas mais prometedoras mas nem vê-los, parece que já levaram a porrada nos dias anteriores e capturaram-se grandes exemplares, o peixe já se foi todo. Pesca feita rumamos a casa prontos para a petiscada e mais um serão entre amigos, amigas, marisco, peixaxas e lá pelo meio, muita cerveja para acompanhar.. ahhh afinal a caça sub é isto mesmo!


Este texto e imagens foram cecidas pelo Rodrigo Salvador, que já á algum tempo tem colaborado conosco no blog, e certamente virá a partilhar mais momentos interessantes.

Obrigado Rodrigo mais uma vez por nos ter cedido esta história.

Um abraço

Zé Silva & David Ochoa



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

De volta ao Sul


Finalmente acabaram os exames!!!
Com o objectivo de passar a tudo com boas notas cumprido era tempo de fugir do ambiente citadino lisboeta e tirar uns dias de pesca pelo sul e aproveitar alguma tranquilidade tão tipica desta região.
Desta vez juntei-me a um grande amigo, o Ruben Sousa.
Graças ao Francisco Lisboa, que nos disponibilizou a sua casa, pudemos levar o barco conosco.
Fomos amavelmente recebidos pelo Franscisco, já em Faro, que nos deu as ultimas dicas antes de apanhar o avião para o Porto. A casa, a cerca de 200m da ria, era um luxo. Da varanda podiamos ver a ria e o mar bem como algumas das marcas do grande temporal que cessara há cerca de duas semanas ( como ilustra a foto da palmeira "invertida" )

Os dias de caça foram marcados por condições muito difceis. As grandes chuvadas que nos precederam sujaram as águas de toda a costa entre Albufeira e Tavira. A caçar entre os 15 e os 25metros de profundidade as visibilidades variavam entre os 3m e a escuridão total - em algumas zonas a visibilidade não ultrapassava os 30cm - sendo que a média andava nos 2m.
Com muita persistência lá apanhamos uns robalitos e uns sargos.
Aqui ficam as fotos de algumas capturas. Andamos sempre a caçar a meio do dia devido a inumeros atrasos e esquecimentos que nos acompanharam em toda a estadia pelo que não houve muito tempo para boas fotos.



Um robalo com 3kg e um sargo de 1,5kg apanhados ao agachon





Polvo de 8kg que entrou ao agachon - grande cagasso!








Aproveito também para deixar um grande agradecimento ao Nuno Sousa que nos deu algumas dicas essenciais e nos proporcionou um belo dia de pesca nos seus "cantinhos". Conhecemos também o João Jesus, grande mestre das corvinas.
Uma viajem marcada por algumas peripécias como andar com 30 cm de água à noite em cima de viveiros de ameiojoas com canas espetadas fora de água ou esquecimentos matinais consecutivos mas onde reinou sempre a boa disposição.

Esperemos que gostem, David Ochoa e José Silva.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Abroteas


Mais um dia de caça submarina. Levantámo-nos cedo e fomos rumo ao porto Martins eu e mais dois amigos, o mar estava bom a água estava clara. Primeiro buraco, primeira abrotea, depois de ter ido a vários buracos vazios, mas bem perto da outra mais uma, e como não se via mais nada de jeito cá por fora continuei a caça ao buraco vi mais uma, falhei e fiquei com o arpão preso, de tanto tentar tira-lo parti-o. Depois o meu colega emprestou-me a sua arma porque andava aos polvos, disse para eu ficar com ela, fui ver mais 3 ou 4 buracos e já no ultimo apanhei mais uma linda abrotea.

Resultado do dia 3 abroteas com 1.900kg, 1.600kg e 1 kg todas ao buraco 1 garoupa 1 salmonete e 1 santola que acabei por devolve-la ao mar, por ser muito pequena.


TEXTO: CARLOS CANETA

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Passagem pela ilha do SAL, por Luis Mourão

1ª Impressão


2ªImpressão

Onde tudo comessou...


Toy, o grande caçador submarino do azul...



Dourado....


1º Wahoo


Outros quatro...

O Veleiro


Parabens Luis Pelos Troféus, belos peixes nos apresentas.
Um abraço, José Silva

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Caçada ao fim da tarde

Bem pessoal, aqui fica o registo da caçada ao fim da tarde.
Mar Calmo, mas visibilidade de aproximadamente 10metros e com a temperatura de 17.8graus.
Ambos os peixes foram capturados entre as profundidades 22 - 24 metros.


Técnica usada:
Agachon
Caça ao buraco
Caída

Peixes:
2x Peixe Cão
1x Badejo

Abraço e continuação de boas caçadas

José Silva

domingo, 15 de março de 2009

Jornada de Caça

Lá vou eu relatar mais um dia de caça…

A jornada começou as 8 da manha, ao sair de casa mais o meu pai, afim de ir matar uns bons peixitos para o jantar.

Fui até ao Norte, mas não deixava, e acabei por dar a volta completa á ilha, e nada!

Cheguei a casa quase na hora do almoço, comi qualquer coisa e fui preparar uma outra arma.

Por volta das 2 horas o meu colega liga-me a perguntar se queria ir ao mar, as palavras foram directas e breves: ”Eii man, estou aqui no norte, e o mar acalmou bué!, vamos á caçar?! Dentro de uma hora estou em tua casa.” Ora, nem hesitei! Na dita hora combinada, lá fomos para o norte. Chegamos lá o mar já tinha mudado! Um pouco de rebentação e acréscimo no vento!

Voltamos á estaca Zero!

Voltamos atrás e encontra-mos uma baía que deixava mergulhar! Toca a equipar e água!

A temperatura da água máxima registada foi de 15.6 Graus, a visibilidade era mais ou menus de 11 metros.

Já estava uns 150 metros desviados da costa, e nada de peixe!

Uns agachons e NADA!

Uns buracos avistados e apenas Sargos e abroteas juvenis!

Sem peixe na bóia, e o dia a cair, decidi ir ainda mais para fora!

E o resultado a Zeros! Entretanto estava a ver o histórico de mergulhos no relógio, e deparo-me com uma bicuda, desviei-me calmamente e fiz um agachon.

Agora sim, a bicuda entrou no agachon, e quando vi que estava na mira e alcance do arpão, Záaashhh!, mesmo em cheio!

Quando reparei na barbela, essa estava a penetrar no peixe, mais um pouco e saía.

Deixei a arma e fui agarrar o peixe, antes que este se fosse embora. Ao agarrar acabei por rasgar o casaco com o arpão, mas é coisa que já se resolveu!

A Bicuda era boa, acusou na balança 7.100kg

Foi um troféu suado. Após a captura da bicuda, dei como terminada a caçada, pois o tempo já se encontrava escuro e já sentia bem o frio.

Valeu a pena as horas de espera! Uma bicuda com cerca de 7 quilos, não se apanha em todas as jornadas.

Hehe

Boas caçadas e Apneias.

José Silva. 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O (Re)começo com o Tiago


Sábado, 14

O dia começou cedo. Sair da cama ás 7:00 da manhã é algo perfeitamente normal para quem estuda, porém nada normal foi a vontade com que saltei da cama.

Ainda um pouco ensonado, talvez porque não tinha pregado olho durante a noite, desci a rua e fui ver o mar. Parecia perfeito.

Voltei a casa e comecei a preparar o material! Chega, entretanto, a meu parceiro.

Fomos ao local combinado, na Vila Nova, mas o mar não se mostrava em condições. Avançamos, então, para o porto dos Biscoitos, onde o mar estava razoável. Decidimos caçar ai.

Começamos a equipar-nos quando o meu parceiro nota que não tinha as barbatanas. Voltamos á estaca zero!

Após nos deslocarmos á Praia para ir buscar as barbatanas do dito parceiro decidimos ficar a caçar por lá. Dirigimo-nos até a um spot conhecido pelo meu parceiro.

Entramos na água, e como soube bem!

Após iniciar a caçada deparo-me com 4 bicudas, mergulhei, e encaro com um cardume. A hora e meia seguinte da caçada foi basicamente um jogo do gato e rato, onde eu e as bicudas nos encontrávamos regularmente e no qual elas fugiam energicamente. Após tanto tempo gasto decido desistir.

Decido regressar ao local de entrada, bastante desanimado. Ao chegar perto começo a ver uns buracos bastante apelativos por entre os catrapus. Decido investigar. Começo a ver que apenas sargos pequenos vivem por aqueles lados. Tento mais fundo e começo a ficar espantado com a minha apneia, a qual estava bastante boa para quase 6 meses de inactividade.

Finalmente encontro um buraco perfeito. Tinha que haver algum peixe decente lá dentro! Deparo-me com cerca de 15 enxareus e largo ferro no que me parece maior. Segue-se uma corrida infernal por entre os catrapus entrelaçando muitos metros de fio do carreto…

Seguem-se 20 minutos de luta e de paciência a cortar fio e a puxar o peixe.

Acusou 5kg e foi o primeiro peixe deste regresso ao mar.

Boas caçadas, Tiago Sabino



E agora eu, bem que tentei a minha sorte mas nada. Os enxareus que avistei não estava entocados, o que torna a sua captura muito difícil. Antes já tinha feito uns agachons e e entrado nuns buracos que pareciam perfeitos, mas nada!

Aqui fica um peqeno clip dos enxareus e tainhas, que ao depararem com o pescador submarino, fogem energicamente.



Boas caçadas e apneias, José Silva